bamarte

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não pedi um fim.
Pedi que contasses os ossos
do nosso caixão, onde estão as mágoas
guardadas.

É que depois de gastarmos toda a pele que nos sustinha,
já não somos mais que pêndulos das preocupações.

Conta todos os ossos
que nos restam no caixão,
cabem todos decerto
na tua mão.

É que depois de gastarmos a vida em palavras,
já não somos mais que contas estragadas
de ossos num caixão.

Não pedi um fim.
Apenas que contasses bem alto
para que todos oiçam o quão felizes somos
sendo ossos dentro de um caixão.

Sem comentários:

Enviar um comentário