Sinto-me um inquilino na sala da tua casa. O sofá não está marcado por mim, não sei como a percorrer. A luz é fria e tu não olhas para mim, afim de me guiar. Vou-me deixar ficar sentado, neste assento duro, a pensar o quanto quis um dia tê-lo como meu. No entanto, a luz fria, o sofá e o teu corpo criando uma silhueta perfeita na parede amarelada já não me parecem belos como um dia ousaram parecer.
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